Mostrar mensagens com a etiqueta trigo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta trigo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Moinho de trigo da Raposeira

Não há nenhum fajãovelhense que não conheça o moinho de trigo da Raposeira, que durante anos tem servido a população local e de outras freguesias vizinhas que cultivam trigo. 
A Fajã da Ovelha desde sempre considerada o celeiro da Madeira, nomeadamente os sítios da Maloeira, Raposeira e Lombada dos Cedros, e também a Lombada dos Marinheiros pela quantidade e qualidade de trigo que produziram e produzem está em risco de ficar sem o "seu" Moinho  por estar com alguns equipamentos avariados.
  
Foi retirado parte do texto a pedido de um leitor....

Agricultores da Fajã da Ovelha preocupados
Fim de Janeiro até meados de Fevereiro os agricultores da nossa freguesia procedem à sementeira do trigo só que este ano sabendo da possibilidade de deixar de ter um moinho onde transformavam o trigo em farinha para depois em suas casas fazerem o pão está a deixar muita gente apreensiva e com vontade de cultivar o cereal.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Multiplicação de variedades de trigo regional

Alguns agricultores com quem temos vindo a falar nos últimos dias estão descontentes com a Casa do Povo local e com a Associação de Agricultores por andarem a introduzir várias variedades de trigo, na Fajã da Ovelha. "A variedade de trigo que temos é muito boa e levou anos a conseguir" diz o Sr. Manuel, "e agora vêm para aqui trazer esse para misturar com o nosso".

Sugestão: Perante estas queixas é do nosso entender se pretendem conservar e multiplicar algumas variedades de trigo regionais façam em locais onde actualmente não existe cultivo do trigo. A debulha desse trigo também deverá ser feita em separado.

Vai haver festa e ninguém diz nada!

Ouvimos dizer que vai haver festa no próximo fim de semana na Fajã da Ovelha e ninguém avisa. Ao que parece vamos ter a festa do trigo na freguesia, mais precisamente na Raposeira do Lugarinho, junto ao Bar Gomes.
No entanto, esta festa organizada pela Casa do Povo não deixa de ser curiosa, pois esta mesma Casa do Povo que quer de manhã à noite utentes (agricultores) na sua sede é a mesma que precisa dos idosos para cultivarem o trigo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Gorgulho do trigo

A cada ano que passa tem sido mais complicado adquirir produtos para combater o gorgulho que ataca os cereais.
Muitos agricultores que produzem e armazenam cereais não conseguem adquirir produtos para combater o ataque do gorgulho ao trigo e ao milho. Nem nas farmácias, nem em lojas da especialidade existem produtos à venda. Por este andar vão se perder muitas colheitas que estão armazenadas.
No entanto, quem conhecer ou souber onde está há venda produtos para este fim pode deixar o seu comentário ou enviar um email (ostormentosdolinho@gmail.com) para o blogue. Ainda há quem faça uns "remédios caseiros" para combater a praga. Se conhecer também pode nos dizer.
Imagem: Google

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Encontros do trigo" na Fajã da Ovelha

Numa iniciativa da Casa do Povo da Fajã da Ovelha com o apoio de várias entidades, está a decorrer na Fajã da Ovelha o "Encontros com o trigo" em que ocorrerão diversas iniciativas como divulga o panfleto que está colocado na semana passada em vários pontos da Freguesia.
Está Casa do Povo tem por habito dar a conhecer estas iniciativas na véspera de se iniciarem ou quando já estão a decorrer. E depois vêm queixar-se que não aparece ninguém. Outra chamada de atenção que aqui já foi feita e nunca é de mais recordar, é a capacidade que está Casa do Povo tem em organizar excursões a outros eventos de âmbito cultural em outras freguesias mas, em cativar forasteiros parece que não mexem uma palha.
A divulgação feita pelos panfletos apenas divulga a data em que ocorre o evento, de 26 de Julho a 1 de Agosto, e as actividades que poderão ser vistas durante esse período. Hoje, e passados três dias depois de iniciado o evento é que se conhece o programa ao pormenor e onde se desenvolvem as actividades. Isto não cabe na cabeça de ninguém!
Note-se, que este evento é semelhante ao realizado nos Prazeres embora com algumas diferenças: enquanto nos Prazeres há uma grande divulgação e uma boa organização cá não acontece o mesmo.
No entanto, há uma coisa que é do consenso de todos os fajã-ovelhenses, a debulha tem mais a ver com a nossa freguesia do que a dos Prazeres. Se nos Prazeres foram precisos mais de meia dúzia de agricultores para atingirem as três toneladas a Fajã da Ovelha na colheita de 2010 poderá chegar às 30 toneladas.

Programa segundo a organização

- Quinta-feira (29/07/2010)
Ceifas
Debulhas

- Sexta-feira (30/07/2010)
19:H00 Exposição

- Sábado (31/07/2010)
11:H00Debulha ao vivo junto a Igreja da Raposeira
14:H00 Fabrico e venda de pão, bolos e cuscuz
19:H00 Animação Musical

- Domingo (01/08/2010)
14:H00 Exposição de imagens
14:H00 Fabrico e venda de pão, bolos e cuscuz
15:H00 Cortejo
16:H00Degustação de sopa de trigo.
18:H00 Animação Musical

terça-feira, 27 de julho de 2010

Fajã da Ovelha fornece restolho a Santana

A renovação das casas típicas de Santana, este ano, vai ser feita também com restolho da Fajã da Ovelha. "Os tormentos do linho" sabe que, vários agricultores fajã-ovelhenses nomeadamente da Raposeira e da Maloeira, estão a fornecer muitos maranhos restolho para Santana. O ano foi bom para o cultivo do cereal, pois foi bem pouco o trigo que caiu, excepto a variedade (trigo de barba) introduzida pela Associação de Agricultores da Madeira, além do mais está limpo de erva.

sábado, 19 de junho de 2010

A viabilidade do "novo" trigo...

A Fajã da Ovelha ao longo dos anos tem preenchido os seus campos de trigo e, tem contribuído com uma considerável produção de cereal para o consumo regional. O trigo foi importantíssimo para a economia família desta freguesia e ao longo dos anos os nossos agricultores mantiveram o seu cultivo. Hoje, com menos gente a trabalhar a terra também diminuiu a área cultivada.
A procura da qualidade e de um trigo que produzisse muito, sempre foi vontade dos nossos agricultores e ao longo dos anos foram deixando de semear variedades de trigo que não correspondiam a esse objectivo.
A associação de agricultores da Madeira e a Universidade da Madeira através do Germobanco agrícola procedeu a um levantamento das variedades cultivadas na região tendo algumas sido encontradas na Fajã da Ovelha. De facto, este foi um trabalho louvável e merece ser continuado em outras culturas.Durante o ano de 2010 foi entregue uma variedade de trigo, a alguns agricultores para que experimentassem nos seus terrenos a fim de ver a viabilidade produtiva na freguesia.
Temos acompanhado a evolução desta nova variedade de trigo na freguesia para perceber se esta variedade pode ser mais viável que, a que actualmente é cultivada na freguesia.
Embora, ainda seja cedo para falar em sucesso ou insucesso na introdução da nova variedade há aspectos, que já vão sendo conhecidos.
Actualmente, a área de produção na freguesia limita-se à Maloeira, Raposeira do Lugarinho, Raposeira do Serrado, Lombada dos Cedros e Lombada dos Marinheiros e a sementeira do cereal é feita em Janeiro e Fevereiro devido às condições climatéricas locais. Devido há altitude onde se encontram os terrenos onde é feita a sementeira tem por habito chover em Maio e Junho altura em que o trigo já se encontra em grande desenvolvimento e o grão quase formado. Isto torna a espiga pesada e trigo fica mais sensível ao vento e há chuva o que provoca a queda do trigo. É muito comum ouvir-se "o trigo caiu".
A variedade introduzida tem muita barba o que faz com que venha agravar a situação descrita. Ao chover, a espiga com barba faz com que a agua se prenda à espiga tornando-a mais pesada e aumenta o risco de queda do trigo. Quando o trigo cai o o grão fica falido. Ao longo dos anos os agricultores fajã-ovelhenses deixaram de produzir variedades de trigo que tinham barba por essa razão.
Atendendo, ao aspecto do trigo ter barba é um ponto negativo para o cultivo desta variedade nos locais que referimos, de qualquer modo vamos continuar a observar a evolução e a procurar descrever o que se vai constatando.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Lançam a semente à espera de boas colheitas

O cultivo do trigo na Fajã da Ovelha volta a ser em 2010 opção para muitos agricultores. As vantagens do cultivo do cereal têm levado muitos agricultores a voltar a semear trigo. Por esta altura quem percorrer os caminhos municipais e as veredas da freguesia certamente encontrará agricultores nos poios a semear trigo.
Os sítios onde predominam este cultivo são: Maloeira, Raposeira do Lugarinho, Raposeira do Serrado, Lombada dos Cedros e Lombada dos Marinheiros. Outra curiosidade na nossa freguesia tem a ver com dois fajã-ovelhenses que, apesar de adversários políticos partilham o gosto pela agricultura. São eles José L. G. de Sousa (PSD) e Gabriel Neto (CDS/PP). Ambos gostam da terra e certamente querem ver as paisagens da sua freguesia humanizadas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O trigo voltou ao Massapez

Apesar de no sitio do Massapez, não haver a tradição do cultivo do trigo como em outros sítios da Fajã da Ovelha, e de neste momento mais de 90% do terrenos estarem abandonados há um agricultor que retomou o cultivo do trigo. Ir ao miradouro "na ponta" sobranceiro ao Paul do Mar dava logo nas vistas ao sisitante. O poio coberto com o cereal outrora muito importante para a economia familiar na freguesia.
Nós, que durante um ano apresentamos o processo de cultivo do trigo esperamos que o Sr. Aldónio continue, a semear trigo nos seus poios do Massapez.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O trigo: Em 2008 foi uma das apostas d“os tormentos do linho”

Durante o ano passado apresentamos o cultivo do trigo aqui no blogue e foi uma aposta ganha. A revitalização do cultivo deste cereal é e foi uma das intenções, bem como dar a importância devida a uma produção que outrora era importante para as famílias da Fajã da Ovelha.
Mas, nem tudo está feito! Ainda nos falta apresentar duas partes também muito importantes: o amassar e o cozer.
Foi agradável saber que instituições públicas pegaram, também, no cultivo do trigo para tema de conversa. E certamente não vai ficar por aqui, pois este é um tema que ainda se poderá explorar mais.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Agricultura – trigo XI

Já não era sem tempo. O nosso trigo já foi para o moinho da Raposeira para moer.
Logo que esteja moído será necessário peneirar para separar o trigo moído em três partes: a farinha, o rolão e o farelo.
O “tormentos do linho” agradece à pessoa que durante todos estes anos tem aguentado este moinho de pé e em funcionamento. Espero em nome pessoal e de todos os fajã-ovelhenses que continue o trabalho por muitos anos pois, este é serviço público.

Entrada do trigo para moer

Peneiro

Saída do farelo

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Agricultura – trigo X

Uma parte importante em todo o processo do trigo é o joeirar. Este processo serve para retirar algumas impurezas que se encontram no meio do trigo após a debulha. Joeirar é um trabalho moroso e um pouco cansativo, sobretudo os braços ficam a doer com tantos movimentos giratórios. Agora “o triguinho já está na caixa à conta de Deus”. “Vai-se deitar um coisinha de remédio para não lhe dar o bicho”.

sábado, 2 de agosto de 2008

Agricultura – trigo IX

A debulha é sem duvida o ponto alto na história do cultivo do trigo.
Após a ceifa, o trigo é levado para um terreno que também tenha sido semeado trigo, e sempre junto a uma estrada, pois é onde se colocam as máquinas para debulhar. No local cada agricultor arruma o trigo formando o “rulheiro” e aguarda pela sua vez de debulhar. O primeiro é sempre o dono da terra.

Inicio da debulha
O trigo é levado para o pano e então aí um homem coloca em cima da máquina de debulhar, o trigo. Depois é cortado o baraço das “paveias” de trigo para este ser metido na máquina de forma cuidada para não “entafulhar” a máquina ao debulhar.


Na boca da máquina está outro homem que, com o forcado sacode a palha para retirar todo o trigo. Normalmente são as mulheres que acartam a palha para um local mais afastado do local da debulha.

Findo este processo o dono do trigo oferece uma bebida ao pessoal, habitualmente vinho porque a garganta já esta seca.

É hora de “aventejar”“Aventejar” consiste no processo de separar o trigo da moinha. O processo de aventejar é moroso e cansativo pois a ventoinha é puxada a braços.

"E o nosso triguinho está debulhado à conta de Deus". Agora está em casa, e estes dias quando houver tempo vamos joeirar.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Agricultura – trigo VIII

Este é o nosso instrumento trabalho…

... para realizar a ceifa.

domingo, 13 de julho de 2008

Agricultura – trigo VII

Afinal de contas não somos só nós aqui no “tormentos do linho” que acreditamos no potencial do cultivo do trigo, pois em Santana também se pensa assim. Recentemente foi publicado aqui no blogue um texto que dava conta disso mesmo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Agricultura – trigo VI

Na Fajã da Ovelha o cultivo do trigo sempre fez parte da vida dos nossos agricultores. Este cereal era importante na economia familiar, pois servia para sustento da casa e para vender. Outra das vantagens do cultivo do trigo era “aquecer” a terra, isto é, durante um ano a terra não era regada e permitia o descanso da terra sem encharcamentos e assim permitia obter melhores colheitas no ano seguinte com outra cultura.
O cultivo de trigo é viável?
Penso que sim. Em primeiro, é preciso definir qual seria o objectivo do aumento da produção, depois, a segunda questão importante seria analisar se esta compensa o agricultor. Tendo em atenção que há muitas zonas agrícolas na Fajã da Ovelha, à semelhança do que acontece na Madeira, que estão abandonadas, e serviam perfeitamente para o cultivo deste cereal e que a cultura do trigo não exige grandes cuidados, essa produção seria viável. É claro que os nossos poios são pequenos e torna mais difícil o trabalho do agricultor. Certamente a produção não iria permitir, o abastecimento da ilha, mas reduziria em grande as importações do cereal. Ainda existe uma grande tradição no cultivo do trigo na Fajã da ovelha pois em muitas casas ainda se faz o pão e a sopa de trigo que é preciso preservar.
O trigo como elemento da paisagem.
A região como destino turístico que é, e tem de se valorizar e continuar a apostar no que tem de melhor, a sua paisagem. Com a quantidade de terrenos agrícolas abandonados a paisagem parece degradada. O cultivo do trigo poderia dar outro valor à paisagem da nossa ilha.

Particularidades do cultivo do trigo:
Agricultura – trigo
Agricultura – trigo I
Agricultura – trigo II
Agricultura – trigo III
Agricultura – trigo IV

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Agricultura – trigo V

A chuva que caiu esta quinta-feira, fez estragos na produção de cereais na Fajã da Ovelha. O trigo e a aveia que por esta altura estão com a espigados e a ficar pesados, devido ao crescimento do grão de trigo e de aveia, com mais o peso da agua da chuva e também o vento, fez cair as plantas e assim por em causa a produção de cereais em quantidade e qualidade para este ano.

Particularidades do cultivo do trigo:
Agricultura – trigo

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Agricultura - trigo IV

Estamos em Maio e passados cerca de três meses após ter sido lançado o trigo à terra é possível observar na Fajã da Ovelha o trigo espigado e as espigas com umas pequenas partículas brancas.


Particularidades do cultivo do trigo:
Agricultura – trigo
Agricultura – trigo I
Agricultura – trigo II
Agricultura – trigo III

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Agricultura – trigo III

Com sessenta e seis dias após ser lançado à terra o nosso trigo já esta bem desenvolvido. A chuva que deu foi boa pois a terra já estava seca e nesta fase a agua não lhe faz mal nenhum. O vento é que veio sacudir um bocado o trigo e não foi nada pouco. Nos próximos dias vamos proceder à monda das ervas daninhas que apareceram em grande número entre o trigo.

Abril amoroso
Maio ventoso
S. João calmoso
Faz um ano famoso


Particularidades do cultivo do trigo:
Agricultura – trigo
Agricultura – trigo I
Agricultura – trigo II