sábado, 21 de março de 2009

Fajã da Ovelha gostava que fábrica da manteiga “virasse” museu

A freguesia da Fajã da Ovelha já teve mais de quatro mil pessoas. Actualmente, conta com cerca de mil. O presidente da Junta diz que os locais já tiveram mais razões para emigrarem ou para se deslocarem para outras freguesias do que agora. É que, conforme sublinha, estão criadas as mais básicas infraestruturas para o bem estar da população local. Falta apenas o centro de dia e alguns caminhos agrícolas, no seu entender.

É uma ideia antiga, mas o presidente da Junta de Freguesia da Fajã de Ovelha não gostava de sair daquele órgão de poder local sem ver a obra concretizada. De facto, há muito que José Luís Sousa anseia pela transformação da antiga fábrica da manteiga- edifício que está abandonado- num museu do agricultor.Todos os anos, no dia da freguesia, que se assinala a 10 de Agosto, José Luís Sousa fala deste seu desejo. Mas até agora, ainda não há qualquer projecto que avance no sentido de recuperar aquele edifício que, noutros tempos, foi emprego de muita gente da localidade. «Acho que aquele espaço, transformado em museu e biblioteca, seria um ponto de paragem para madeirenses e turistas», sonha José Luís Sousa.

De resto, conforme nos conta José Luís Sousa, a freguesia da Fajã da Ovelha dispõe de tudo para que a população local sinta vontade de ali permanecer.«Temos um bom edifício para junta de freguesia, segurança social, temos uma boa escola, temos dois polivalentes e a casa do povo», refere José Luís Sousa, o qual adianta ainda que a via-expresso foi também um excelente investimento para aqueles que escolheram a Fajã de Ovelha para viver. «Antigamente, isto aqui não havia nada. Mesmo nada. Agora, os jovens já vão sentindo vontade de cá ficar uma vez que não estamos isolados e temos os serviços básicos que a freguesia necessita», defende o presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha.

Ainda assim, e apesar de construídas quase todas as infraestruturas para o bem estar daquela população, José Luís Sousa diz que a freguesia está à espera do Centro de Dia. Uma obra prevista para a localidade. Em 1926, a freguesia da Fajã da Ovelha tinha cerca de quatro mil e 500 habitantes. Hoje, os residentes não passam de mil. José Luís Sousa diz ainda que a maioria é gente menos nova. Gente que precisa de ocupação, muito embora muitos dos locais estejam a frequentar um espaço disponibilizado pela Casa do Povo. Outros optam por dirigir-se ao Centro de Dia dos Prazeres.Ainda no que toca a necessidades, embora sem pormenorizar os sítios, José Luís Sousa diz ser de opinião que mais três ou quatros caminhos agrícolas iriam fazer jeito aos que vivem daquilo que a terra dá. Por falar na agricultura, José Luís Sousa diz notar que há mais gente a regressar a esta actividade, o que faz com que apareçam mais terrenos cultivados».

Numa freguesia, onde o desemprego também se está a fazer sentir, José Luís Sousa afirma que, de facto, «a malta nova está a queixar-se da falta de emprego».

Câmara devia subir mais vezes à freguesia
Questionado quanto ao relacionamento entre a Junta de Freguesia da Ovelha e a Câmara Municipal da Calheta, o representante da junta não hesita: «é muito bom». Ainda assim, a Junta da Fajã da Ovelha gostava que os elementos da edilidade se deslocassem mais vezes até aquela freguesia por forma a poderem conhecer, mais de perto, aquelas que são as preocupações daquela população.

Quanto às actividades da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha, José Luís de Sousa diz que, apesar da falta de verbas, lá «se vai dando alguns apoios aqui ou ali».Assim, destaca os apoios à equipa de futebol, à prova de BTT e o programa que assinala o dia da freguesia, a 10 de Agosto.

José Luís Sousa refere também que a freguesia tem um site na internet e que está a ser feito, pelo próprio presidente da Junta, um livro sobre a toponímia da freguesia. A data da publicação deste trabalho ainda não está, contudo, agendada.

Quanto à sua disponibilidade para continuar à frente dos destinos da Junta, José Luís Sousa diz que nem pensou no assunto, nem foi convidado. Refere que tem sentido alguns dissabores porque «quando a gente começa, entra na junta com várias ideias. Acontece que o tempo foge como a areia na mão».Assim, se não fosse o Governo e a Câmara Municipal «não sei o que seria da vida das juntas que quase não têm dinheiro para nada», afirma ainda o presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha.

6 comentários:

Anónimo disse...

O "museu do agricultor" não foi proposta de Sr. José Luis!
Pelo menos desde 2001 que essa ideia foi lançada. Quem poderá responder esta dúvida é a Raquel Reis ou o Gabriel Neto.

eleitor n.º ___

Anónimo disse...

Poderá...
ta claro que agora não à tanta emigração como antes, já não existem jovens, os poucos que ainda por aqui andam apenas querem terminar a escolaridade obrigatória e sair para o UK,todos os anos é uma razia (uma triste realidade) e os menos jovens já não precisam ( ou tantas precisar até precisam mas não podem devido à idade).
Pelo que compreendi a Fajã têm tudo, certo?
Então porque é que a população é cada vez menos e mais idosa?
Então porque raio não se arranja trabalho cá?
O único que apareceu foi preenchido por gente que vem de cascas de rolha todos os dias pra cá. Será que não havia ninguém na freguesia capaz de limpar pó ou passar uma esfregona no chão da escola Francisco Barreto?
Senhor José Luís os apoios são necessários pra as pessoas e não pra museus e pra estradas!!!!!!!
Temos de dar condições a quem vem de fora pra cá investir e criar trabalho.
Não se demore a dar respostas. porque qualquer dia corre o risco que chegar á Fajã da Ovelha e ver apenas paisagem sem gente...:(

Anónimo disse...

Caro "Fajã da Ovelha"

Gostava de ver um blog com as caracteristicas do "tormentos do linho" na "minha" PONTA DO PARGO. Estamos fartos das polítiquices do "Ponta do Pargo news"!

Anónimo disse...

quais polítiquices do Ponta do pargo news?

Anónimo disse...

este homem parece que vive num mundo de fantasia, a freguesia reune condições para fixar a população???, recomendo que va ao instituto de estatistica ou entao outro organismo para verficar a evolução do despovoamento que esta fregusia tem sofrido nestes ultimos anos. nos nao precisamos de museus, precisamos de trabalho, como se pode pensar em museus ainda por cima em tempo de crise arranje e maneira de fixar empresas aki para dar trabalho a esta gente, faja da ovelha merece melhor que isto sinceramente e uma vergonha uma fantoxada, so mesmo neste pais :(

Anónimo disse...

para quando a bomba de gasoline?