domingo, 9 de agosto de 2009

Junta da Fajã da Ovelha crítica Governo e Câmara

A oposição talvez não fosse tão incisiva nas críticas à Câmara Municipal da Calheta e ao Governo Regional quanto foi ontem José Luís Gouveia, presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha, eleito pelo PSD e candidato a mais um mandato. O director regional das Florestas, em representação do Governo, leva na bagagem uma mensagem esclarecedora do autarca: "É preciso mais atenção a esta freguesia".

Durante o discurso referente à cerimónia de elevação dos 456 anos da localidade - que teve lugar na garagem da Junta e contou com muitos convidados, incuindo alguns emigrantes -, o presidente da Junta não poupou os executivos de Manuel Baeta e de Alberto João Jardim por ainda não terem disponibilizado "algumas obras de grande importância" que há muito reclama, reclamações essas que têm sido apresentadas em vários discursos.

Da parte da Câmara, o social-democrata da Junta da Fajã da Ovelha há muito que exige as "salas de multimédia" disponíveis noutros pontos do município, mas sublinha que tardam em aparecer na sua freguesia.

Na direcção do Governo Regional, o descontentamento do autarca incidiu sobre a recuperação tardia de alguns imóveis classificados e de interesse para a Região (fábrica da manteiga, por exemplo) e que estão em elevado estado de degradação. Mas, fundamentalmente, os reparos da Junta vão para o 'esquecimento' das ajudas aos acessos às plantações agrícolas. O autarca relembrou que o III Quadro Comunitário de Apoio é dominado pelo desenvolvimento rural, todavia sente-se entristecido que apenas "só tenha sido contemplado um único caminho agrícola", concretizou. Para o autarca não se trata de "qualquer crítica", antes sim, disse, de "alertas que costumamos fazer nestas sessões" e que têm tino sucesso nos resultados: "Aconteceu em 2001 quando batalhamos por um edifício da Junta; Em 2002 alertamos para necessidade da Casa do Povo", tudo obras inauguradas um ano depois às reivindicações, lembrou o social-democrata.

Na mesa das entidades e em representação de Alberto João Jardim, estava Rocha da Silva. Quando José Luís Gouveia, pediu ao director regional para ser portador da mensagem, Rocha não só estranhou como esboçou um gesto de surpresa.

Na resposta, o director das Florestas contrariou o colega de partido, relembrando que muitas vezes o Governo Regional executou obras que nem tinham sido prometidas à população. De uma forma mais alargada apontou as contingências económicas e as restrições das verbas vindas do Governo Central e a necessidade de redobrar atenção nas promessas que se efectua ao eleitorado.

2 comentários:

Rui disse...

De saudar que finalmente vai para frente a construção do Centro de Dia, e também o melhoramento da zona circundante à Igreja da Fajã

mangalaranja disse...

Muito a proposito o discurso do nosso presidente
(por sinal tambem candidato uma vez mais a junta...)
Quem lhe escreveu o discurso soube faze-lo!Mas essa de mandar mensagens para os seus altissimos superiores foi so para fazer genero!Muito oportuno!O nosso presidente ca fala!!!!!!!!!!