sexta-feira, 13 de março de 2009

Escola verde suja estrada

Escola com bandeira verde está a lançar detritos para a via pública
Apesar de ser uma infra-estrutura de construção recente (2004) e de ser um dos estabelecimentos de ensino distinguidos pelas boas práticas ambientais, tendo por isso a bandeira verde hasteada, a Escola Básica da Fajã da Ovelha há muito que regista graves problemas com a sua fossa céptica, que não consegue comportar os detritos ali produzidos, lançando-os com frequência para a via pública. Curioso e também preocupante é que isto acontece quando a escola está a funcionar com pouco mais de 50% da sua capacidade.
O cheiro nauseabundo na zona onde se verifica o derrame dos dejectos e afins, não deixa margem para dúvidas. Particularmente nos dias mais quentes o mau cheiro propaga-se, assim como o rasto conspurcado da 'fossa', que corre estrada abaixo e encaminha-se depois para as levadas que servem as populações situadas a jusante. Tudo isto com a agravante de que esta não é uma realidade de agora. A situação, que é conhecida das autoridades, já perdura há muito tempo, sem que ainda se tivesse agido no sentido de a reparar.
A solução até agora encontrada para minimizar a incapacidade da fossa tem sido de vez em quando recorrer a um 'limpa fossas' para esvaziar a fossa céptica e assim atenuar o problema de asseio que afecta particularmente a zona onde está inserido o poço absorvente. Uma tarefa inglória, uma vez que a limpeza acaba por durar pouco tempo. É que rapidamente volta tudo a situação que tem sido normal e frequente, ou seja, a imundice volta a espalhar-se pela via pública.
O derrame acontece curiosamente através de uma 'caixa' subterrânea com a inscrição da Empresa de Electricidade, situada no passeio público que ladeia a escola, nas imediações do local onde está implementada a fossa céptica. É a partir daqui que os dejectos transbordam para o exterior do estabelecimento de ensino e escorrem, inicialmente pela estrada, acabando depois por irem para as levadas.
Governo alertado
Confrontado com a situação, o presidente do Conselho Executivo da Escola da Fajã da Ovelha não só reconheceu a existência do problema, como também manifestou o desejo que o mesmo seja ultrapassado o quanto antes, embora o tempo continue a passar e nada de concreto tenha sido ainda feito. "A Secretaria do Equipamento Social já foi em devido tempo alertada com carácter de urgência para a situação", assegurou Delfim Lourenço, que pede assim "rapidez" na solução encontrada e que, na falta de uma rede de saneamento básico na localidade, deve passar forçosamente pela construção de uma nova e adequada fossa céptica.
O responsável da escola, que recusa misturar este problema estrutural com a distinção 'ecológica', confirmou contudo que "a fossa enche com frequência", apontando como provável causa da incapacidade do sumidouro, a existência de "saibro" no solo, que alegadamente impede a normal absorção dos detritos.
O DIÁRIO procurou obter reacções do responsável pelo Ambiente na autarquia da Calheta, Júlio Urbino, e do Delegado de Saúde municipal, Mesquita Santos, mas em ambos os casos as tentativas revelaram-se infrutíferas.
O caso que afecta a Escola da Fajã da Ovelha foi denunciado ao DIÁRIO pelo PS, que considera que "para além de ser um problema de saúde pública é também um problema das construções que o GR tem vindo a fazer nos últimos anos".

6 comentários:

Anónimo disse...

O que é que uma coisa tem a haver com a outra: o problema da fossa e o facto de ser uma Eco-Escola? Alguém me explica isto? É que, sinceramente, não percebi a relação...

Anónimo disse...

O problema deve ser o cepticismo da fossa relativamente à denominação eco-escola....
Oh Sr. Fajã, escreve-se séptica e não "céptica".

Anónimo disse...

BEM!ACHO QUE RESPONDENDO AO "NOME" DE UTILIZADOR ANTERIOR,
A RESPOSTA É SIM

Fajã da Ovelha disse...

oh 1º anónimo

Costumamos dar muitos erros, mas esse não foi o “Sr. Fajã. A notícia é transcrita do Diário.

Anónimo disse...

A gravidade do problema da fossa séptica é algo que, julgo, não merece sequer discusssão. Mais grave é o facto de alguns mal-intencionados tentarem associar esse problema ao trabalho desenvolvido por alunos e professores que tanto se têm empenhado em prol do bem da comunidade onde estão inseridos (refiro-me ao programa Eco-Escolas).
Acreditem que a Escola EB 123/PE Professor Francisco Barreto é escola "a mais" para alguns senhores que eu cá sei.
Já trabalhei em escolas em que os professores acabavam o seu horário e debandavam logo para casa. Aqui, pelo contrário, há uma cultura de trabalho em prol do bem-estar e do futuro dos V/ filhos e é dessa forma que vocês retribuem esse empenho e dedicação?
Segunda-feira, logo que der o toque de saída, faço como vocês: arrumo a "ferramenta" e rumo a casa. Afinal não me pagam para fazer horas extras!

Anónimo disse...

O Scolari também era o burro Senhor Anónimo 2...