Baeta criticado pela falta de investimento e ostentação de novo-riquismoA afirmação do presidente da Câmara da Calheta de que no concelho não se sente a crise, não caiu bem na oposição local. "Depreendo que ele [Manuel Baeta] estivesse a falar da sua situação financeira pessoal ou até familiar, uma vez que o senhor presidente tem também como sua assessora a própria esposa, e naturalmente que com estes dois salários, mais as outras regalias de ser presidente, com certeza que não sentirá a crise", sugere Martinho Câmara. O vereador do CDS/PP garante que a afirmação do presidente "certamente não vai ao encontro da realidade que a população da Calheta enfrenta".
Crítico, denuncia que "a Calheta é dos concelhos mais pobres de Portugal e, como tal, é natural que quanto mais pobre mais se sinta a crise". Tanto assim é que "passados três anos, ainda não se conhece qualquer obra da Câmara materializada no concelho. Tem sido uma actuação de gestão do dia-a-dia e quanto muito na organização de alguns eventos do novo-riquismo, que em tempo de 'vacas magras' não são justificáveis", contesta.
O autarca 'centrista' lembra ainda a redução de dez milhões no Orçamento camarário, sustentado que "a falta de investimento é a prova de que há crise", de como se esse indicador não bastasse, "quando todos os autarcas e o próprio PSD se manifesta preocupado com a falta de dinheiro, a afirmação de Manuel Baeta é de deixar qualquer um, no mínimo, estupefacto", classifica.
O líder da oposição municipal não deixa igualmente de criticar a 'fortuna' gasta com o 'tapete vermelho'. "Aquela carpete só se justificaria se o pavimento do pavilhão dos Prazeres fosse em terra. Mas não é. Além de ser em tacos, tem ainda por debaixo uma caixa-de-ar", alega.
De novo, a emigração
Segundo o vereador CDS-PP na Câmara da Calheta, um dos sinais evidentes dos efeitos da tão propalada crise é também a crescente imigração de munícipes. "Se o senhor presidente falasse com as famílias da Calheta, ia perceber que neste momento há muitos calhetenses que tiveram de ir para fora trabalhar, nomeadamente para Angola, para a Mauritânia e para o Senegal. Isto para já não falar de África do Sul, Venezuela e Inglaterra e outros países da Europa", sustenta o autarca da oposição. E tudo porque "não se investe no Concelho".
O autarca da oposição assegura mesmo que "a desertificação do concelho é cada vez mais uma realidade, desde a Ponta do Pargo ao Arco da Calheta", aponta. Para esse cenário, observa, muito tem contribuído o regresso de um fluxo de emigração que afecta praticamente todas as famílias que vivem no concelho da Calheta.
Fonte: Diário de Notícias
4 comentários:
Concordo com o PP! Os trabalhos andam escassos e as empresas andam a fechar porque sobrecarregam-nas com impostos e mais impostos. Não há incentivos por parte da Câmara.
Quando abrem vagas de trabalho a situação é a mesma: para o amigo ou vizinho ou familiar!
xiiii isso não é verdade! já pra tribunal. :))
Não precebo o CDS PP na Calheta!
O Martinho as vezes esta com o Baeta e os outros militantes do CDS estao contra; outras vezes o Martinho esta contra o Baeta e os outros militantes do CDS estão a favor.
Há 2 CDS PP na Calheta????
O CDS de Martinho e o CDS dos Outros?
Este companheiro quer é aparecer!
Quer é ver a foto no Jornal, nem que para isso tenha que dar palmas ao Sr. Presidente (reparem na pose).
Espelho meu, espelho meu, diz-me se ha alguém mais belo do que eu?
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